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Iniciativa Moçambicana de Lanche Escolar
Doar
Uma longa fila de cerca de 35 crianças com pratos e taças de plástico coloridos, à porta de um edifício escolar cinzento e de um telheiro de cozinha em chapa
Uma fila para o almoço escolar em Chókwè, maio de 2016.

Sobre · A nossa história

Começou em Chókwè. Continua gerida a partir de Chókwè.

Em maio de 2016, durante uma seca, a IMOLE serviu os seus primeiros almoços escolares a 472 crianças em três escolas do distrito de Chókwè, província de Gaza. Hoje, a nossa sede continua em Chókwè e servimos 30.000+ crianças em 6 distritos da província de Gaza, Moçambique.

Conheça a equipa

Um prato raso cheio de raízes de nafula (tubérculos escuros e fibrosos do tamanho de um punho) pousado no chão
Raízes de nafula, desenterradas e comidas por crianças durante a seca de 2015–2016.

As crianças desenterravam raízes para comer.

As chuvas não chegaram em abril de 2015, e a seca que se seguiu foi uma das piores em décadas. Em Chókwè, as crianças deixavam a escola para procurar comida. Algumas desenterravam nafula, uma raiz silvestre do rio, só para terem alguma coisa no estômago.

O Roberto Mutisse, a Talvina Ualane e a Cara Myers trabalhavam juntos nas comunidades de Chókwè desde 2013. Em maio de 2016, ao abrigo de um acordo com os Serviços Distritais de Educação de Chókwè, servimos o primeiro almoço a 472 crianças nas escolas de Candiza, Punguine e Cumba.

A Talvina e o Roberto trabalharam com a comunidade e ajudaram a cozinhar as primeiras refeições. Num mês, alunos de Duvane caminhavam até Cumba para almoçar, e Duvane juntou-se: 605 crianças em 4 escolas. Em outubro, os professores relatavam mais assiduidade e mais concentração, e o projeto-piloto tornou-se permanente.

Quando a seca terminou, em 2017, continuámos. Uma refeição escolar funciona porque a criança pode contar com ela dia após dia, e aqui a fome dura mais do que qualquer seca. Nunca deixámos de servir refeições em nenhuma escola onde começámos.

Veja como crescemos

Uma menina sorridente e um rapaz a rir estendem tigelas de arroz e feijão sobre terra vermelha, com uma acácia-rubra em flor atrás
O almoço é servido na escola, cozinhado por mulheres da comunidade.

Nenhuma criança deve faltar à escola por causa da fome.

Começa com uma refeição quente e gratuita na escola. Mulheres da comunidade cozinham-na no local, com alimentos de agricultores locais sempre que possível. A refeição é a razão por que a criança vem à escola todos os dias, e nenhuma criança fica de fora.

Quando as crianças vêm todos os dias, a mesma escola pode fazer mais: uma escolinha a partir dos três anos, desparasitação e vacinação contra o HPV com os Serviços Distritais de Saúde, e o autocarro, as mentoras e a refeição que mantêm os alunos no ensino secundário. Uma plataforma integrada, dos três anos à 12.ª classe.

Veja o que fazemos

Um rapazinho de camisa branca segura uma tigela de papa e olha sério para a câmara, com outras crianças desfocadas atrás
Os irmãos mais novos vinham também para o almoço, por isso abrimos escolinhas comunitárias (2021).

Cada programa começou com algo que vimos.

Não chegamos com um plano. Cada programa nasceu do que a nossa equipa viu nas escolas e nas comunidades, sempre a procurar tornar o nosso trabalho mais eficaz.

  • 2016. Crianças com fome estavam a deixar a escola, um problema agravado pela seca, por isso começámos a servir almoços escolares.

  • 2017. Em reuniões comunitárias, os agricultores quiseram participar no fornecimento de alimentos para o programa de almoço escolar, por isso começámos a trabalhar com cooperativas locais para obter mais ingredientes.

  • 2021. Os irmãos mais novos dos alunos vinham atrás das irmãs e dos irmãos mais velhos, por isso abrimos escolinhas comunitárias.

  • 2022. Pais, professores e alunos falavam de como era difícil chegar ao ensino secundário, por isso criámos o Avança+, com autocarros escolares.

  • 2025. Os técnicos de saúde que faziam as campanhas anuais de desparasitação nas escolas, em colaboração com a IMOLE, viram a oportunidade de aproveitar a visita para administrar também a vacina contra o HPV.

  • 2025. As cozinheiras queriam refeições mais nutritivas, por isso criámos hortas escolares para produzir legumes frescos para as refeições.

Gerida a partir de Chókwè.

Trabalhamos a partir do nosso escritório em Chókwè, onde a nossa equipa vive e é dirigida pelo Diretor Executivo Roberto Mutisse, nascido e criado em Chókwè.

Em Moçambique, somos conhecidos como IMOLE, Iniciativa Moçambicana de Lanche Escolar. Nos Estados Unidos, somos uma instituição de caridade registada ao abrigo do 501(c)(3), pelo que todos os donativos feitos nos EUA são dedutíveis nos impostos.

Marcos importantes

Nunca deixámos de fornecer refeições em nenhuma escola onde começámos.

Uma cozinheira sorridente mexe uma panela sobre uma fogueira junto a um muro de barro, enquanto um homem atiça o lume sob uma segunda panela
Uma cozinha escolar no nosso primeiro ano, agosto de 2016.
Uma longa fila de crianças com pratos atravessa um pátio de areia vermelha até às cozinheiras que servem das panelas debaixo de uma árvore
A fila do almoço numa escola, 2025.
  1. 2016

    Primeiro almoço a 23 de maio: 472 crianças em Candiza, Punguine e Cumba. Os alunos de Duvane iam a pé até Cumba para comer, por isso em junho Duvane também passou a ter almoços.

  2. 2017

    Os pais pediram para cultivar os alimentos, e começou o programa agrícola; pouco mais de 1.000 crianças em 5 escolas.

  3. 2020

    COVID-19. As escolas fecharam a 23 de março. Em poucas semanas, o orçamento dos almoços passou a cestas básicas: 970 agregados familiares, 727.650 equivalentes de refeição até novembro. A equipa manteve os salários completos.

  4. 2021

    Abriram as duas primeiras escolinhas comunitárias; quase 2.000 crianças por dia.

  5. 2022

    Lançámos o Avança+, com autocarros escolares gratuitos das aldeias rurais até à escola secundária.

  6. 2024

    De 10 escolas para 62, acrescentando o distrito de Mabalane; mais de 11.500 crianças por dia.

  7. 2025

    Abrimos mais 12 escolinhas comunitárias.

  8. 2026

    Alargámos a alimentação escolar a mais 4 distritos da província de Gaza, servindo 30.000+ crianças por dia.

As cestas de 2020 alimentaram famílias, não só alunos. São contadas como equivalentes de refeição, separadamente dos almoços escolares.

Da primeira refeição aos três anos até à 12.ª classe.

US$ 50 alimentam uma criança na escola durante um ano letivo inteiro (2026).

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