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Iniciativa Moçambicana de Lanche Escolar
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Os nossos programas

Alimentação Escolar

Um almoço nutritivo, cozinhado na escola e servido quente a todas as crianças.

No programa de alimentação escolar da IMOLE, todas as crianças comem um almoço gratuito e acabado de cozinhar, preparado na escola por cozinheiras locais. É a base sobre a qual assentam os nossos outros programas: as escolinhas comunitárias, o Avança+ (autocarros escolares e mentoria) e os serviços de saúde chegam todos aos alunos através da refeição escolar.

Uma longa fila de crianças a rir, sentadas no degrau de um edifício escolar amarelo, a comer xima em pratos de plástico coloridos
Hora do almoço no degrau da escola.
Os números
30.000+
alunos do ensino primário alimentados em cada dia de aulas.
2026
254
escolas em 6 distritos da província de Gaza.
2026
6 milhões+
refeições servidas até hoje.
2016–2026
97%
de assiduidade, contra 60–70% antes de a IMOLE começar a servir almoços escolares.
2026

Desde o primeiro almoço, em maio de 2016, nunca deixámos de servir em nenhuma escola onde começámos.

Servir comida nutritiva, na escola, para que as crianças possam aprender.

  1. Comida nutritiva.

    Cozinhada na hora, na escola, por cozinheiras locais, e servida quente.

  2. Na escola.

    Gratuita para todas as crianças que vêm à escola, em todos os dias de aulas.

  3. Para que as crianças possam aprender.

    Um estômago cheio traz as crianças para a aula e ajuda-as a aprender e a manter a concentração.

Uma cozinheira de avental azul-escuro e touca aos quadrados deita molho de feijão de uma caneca esmaltada no prato de xima que um rapaz de mochila vermelha lhe estende
Uma cozinheira a servir o almoço.
Dois rapazes de uniforme escolar comem xima com feijão em pratos, numa carteira da sala de aula
Crianças a desfrutar de um almoço quente na escola.
Um rapaz de t-shirt vermelha, a sorrir, levanta os olhos do caderno e do manual numa carteira de madeira, com colegas a escrever atrás dele
Alunos a estudar numa sala de aula.
Como funciona o modelo

Pensado para o Moçambique rural, pensado para crescer.

Um modelo descentralizado e comunitário.

Cada escola tem a sua própria cozinha, com pessoal e abastecimento da comunidade à sua volta.

  1. Uma cozinha na escola: gerida por cozinheiras locais formadas por nós.

  2. Comida local: obtida diretamente de agricultores moçambicanos sempre que possível.

  3. Visitas quinzenais: a nossa equipa acompanha a qualidade e a regularidade em todas as escolas que servimos.

  4. Resultados quantificados: acompanhamos a assiduidade, as matrículas e o crescimento ao longo do tempo.

O mesmo modelo, escolas de qualquer tamanho

Uma cozinheira sorridente de touca aos quadrados mexe uma panela de xima sobre um lume de lenha numa escola pequena30alunos

Duas cozinheiras de avental azul e lenço na cabeça riem-se junto a duas panelas grandes de comida1,300alunos

O nosso modelo adapta-se para servir cada escola, quer tenha 30 alunos ou 1,300.

O que tem uma refeição

Comida local que as crianças já conhecem e adoram.

A ementa é adaptada de região para região, cozinhada na hora na escola e servida quente. Alguns exemplos:

Exemplo de ementa

Um rapaz sorridente numa carteira de madeira, ao lado de um prato roxo de xima com feijão, contra uma parede de pau a pique
Xima e feijão.
Uma panela grande de caril de couve com amendoim, mexida com uma pá de madeira
Caril de couve com amendoim e arroz.

Da horta da escola para o prato da escola.

Onde as condições o permitem, apoiamos a criação de hortas escolares. Os legumes são plantados, colhidos e incluídos na ementa do almoço na própria escola.

Uma mulher inclina-se para cuidar de uma fila de couves jovens numa horta escolar de terra vermelha
Os legumes são plantados.
Dois alunos e um homem de bata branca mostram molhos de beterraba colhida na horta da escola
A produção é colhida.
As mãos de uma criança a segurar um prato cor-de-rosa de xima, beterraba ralada e feijão
Um complemento no prato.

“Quando falamos com os alunos e lhes perguntamos o que comem em casa, é normalmente xima com folhas de abóbora. A família prepara uma panela ao fim da tarde, e é isso que têm para o jantar.”

— Talvina Ualane, gestora do Programa de Alimentação Escolar do distrito de Chókwè
Comprado localmente

Cada saco de feijão começa com um agricultor moçambicano.

Apoiamos ativamente cooperativas de agricultores locais a cultivar os produtos usados nas refeições escolares.

Veja-se o feijão, um alimento base importante da nossa ementa escolar. Em parceria connosco, os agricultores locais ganham um comprador regular e fiável, e o dinheiro gasto no almoço de uma criança fica na comunidade.

Duas mulheres dobradas a arrancar feijoeiros num campo verde sob um céu azul limpo, uma com um bebé às costas
Um grupo de agricultores com a colheita de feijão.
  1. Os agricultores locais cultivam feijão.

    Grupos de agricultores perto das nossas escolas semeiam e colhem os ingredientes.

  2. Nós compramo-lo.

    Um comprador regular é um rendimento regular para os agricultores.

  3. O feijão é preparado para o almoço.

    As cozinheiras locais de cada escola preparam um almoço quente.

  4. As crianças recebem uma refeição nutritiva.

    Toda a comunidade beneficia de cada almoço.

Para além do prato · Saúde

O almoço traz as crianças à escola. A equipa de saúde vai ao encontro delas lá.

Como as crianças vêm à escola todos os dias para almoçar, estão lá quando chegam os técnicos de saúde do governo. Apoiamo-nos na nossa rede de alimentação escolar para ajudar os Serviços Distritais de Saúde a levar desparasitação e vacinação contra o HPV gratuitas às escolas rurais.

  1. Uma técnica de saúde de colete laranja a entregar copos aos alunos nas carteiras, numa sala de paredes de pau e adobe
    Desparasitação, na sala de aula.

    01 · Todos os alunos matriculados

    Desparasitação

    Onde as famílias bebem água de rios e charcos, as infeções por parasitas são comuns nas crianças. Os técnicos de saúde distritais tratam-nas na própria sala de aula.

  2. Cinco raparigas mostram cartões de vacinação ao lado de dois técnicos de saúde, debaixo de uma árvore, com uma geleira na areia à frente
    Raparigas com os cartões de vacinação contra o HPV.

    02 · Raparigas a partir dos 9 anos

    Vacinação contra o HPV

    O rastreio e o tratamento do cancro do colo do útero são grandes desafios em Moçambique, por isso as raparigas são vacinadas ainda jovens, na escola.

  3. 03 · O nosso papel

    Levar a equipa de saúde até lá.

    As refeições escolares trazem os alunos às aulas todos os dias, o que faz da escola o melhor lugar para lhes prestar cuidados de saúde. Os Serviços Distritais de Saúde têm os técnicos e o material, e nós colaboramos para garantir que há transporte até às escolas mais remotas. A desparasitação garante que as crianças conseguem absorver os nutrientes das refeições, para que cada refeição faça mais pela sua saúde e pela sua aprendizagem.

    2017

    em parceria com os Serviços Distritais de Saúde desde outubro de 2017

Uma vacina dada na escola só chega às raparigas que estão na escola. Ao melhorar a assiduidade, o almoço escolar garante que as raparigas estão na sala quando a vacina chega.

A Hortencia, uma menina de blusa branca, abraça uma senhora mais velha diante de uma casa de capim
Hortencia.
Uma família

Uma refeição em casa. Uma refeição na escola. É assim que se aguentam.

A Hortencia, de 10 anos, e o irmão Raúl, de 7, são órfãos e vivem com a avó, Florinda, na aldeia de Chate. Desde que a doença obrigou a Florinda a deixar de cultivar, em 2024, a família costuma comer só uma vez por dia, à noite.

O almoço na Escola Primária de Chate "B" preenche essa falta. Sem ele, diz a Florinda, não sabe como os netos sobreviveriam.

As duas crianças continuam a ir à escola todos os dias, com vontade de aprender, mesmo sem uniforme adequado.

Leta Ubisse, com uma camisa polo azul-petróleo da IMOLE e um lenço de xadrez, a sorrir à porta de uma cozinha de paredes de pau
Leta Ubisse na cozinha da escola, em Punguine.

“Antes do programa de almoço escolar, as crianças saíam de casa de manhã, mas não chegavam à escola. Iam para o mato procurar frutos silvestres para comer. Agora as crianças vêm sempre à escola por causa da comida. Faço sempre questão de chegar à escola às 6 da manhã para começar a cozinhar, porque sei que as crianças contam comigo. Fiquei famosa na minha aldeia, e todas as crianças me conhecem como Avó Leta.”

— Leta Ubisse, cozinheira, Escola Primária de Punguine
Não para

Seca, uma pandemia, cheias. As refeições continuaram.

Começámos na seca de 2016. Quando a COVID fechou as escolas em 2020, os almoços passaram a cestas básicas mensais em poucas semanas.

Em janeiro de 2026, as cheias atrasaram o ano letivo em quatro semanas. Enviámos rações para levar para casa e servimos o almoço no primeiro dia de regresso.

US$ 0,25

custo médio por refeição.

2026

Nunca há custo para a família.

Quase todas as crianças que servimos vivem na pobreza. Para muitas, esta é a refeição mais garantida do dia.

Doar
Um menino sorridente com uma tigela vermelha de comida e uma menina sorridente de mochila com uma marmita azul, lado a lado na areia vermelha
Almoço na escola.
Um rapazinho de camisola cinzenta com capuz, sentado na areia vermelha com um prato verde de arroz e feijão e um copo à frente, olha para a câmara
Arroz e feijão.
Duas alunas sorridentes de uniforme azul sentadas junto a uma parede de tijolo a almoçar xima com caril de uma tigela e de um prato
A almoçar juntas.
Uma cozinheira de touca aos quadrados deita papa de uma caneca numa tigela azul, enquanto alunos de uniforme azul fazem fila ao seu lado
Servido quente.
As provas

Porque é que uma refeição escolar mantém uma criança na escola.

Um estudo longitudinal de 2021 em Moçambique concluiu que as refeições escolares eram o fator mais fortemente associado a menos abandono escolar. As refeições escolares influenciaram o abandono mais do que a distância à escola, os manuais, a proficiência de leitura ou a assiduidade do diretor da escola ().

O Relatório GEM 2026 da UNESCO sobre Moçambique mostra que as escolas que introduziram refeições no local melhoraram as matrículas e a assiduidade, chegando até 92% em 2024 ().

US$ 50 alimentam uma criança durante um ano letivo inteiro.

A forma mais simples e direta de manter uma criança na escola.

Doar

Pontuschka, R. (2025). Exploring the reasons behind primary school dropout in Mozambique: Longitudinal assessment of school dropout in Mozambique 2021. Policy brief. UNICEF Innocenti – Global Office of Research and Foresight.

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UNESCO (2026). Global Education Monitoring Report 2026, country case study: Mozambique.

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